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06 Setembro, 2008

Cirurgia de mãe de Gabriela Sou da Paz deve acabar na madrugada

Família autorizou a retirada dos órgãos para serem doados.
Cleyde Prado Maia teve morte cerebral atestada por médicos.

Do G1, no Rio

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Ampliar FotoFoto: Reprodução/TV GloboFoto: Reprodução/TV Globo

Cleyde tem morte cerebral atestada pelos médicos de uma clínica de Laranjeiras (Foto: Reprodução / TV Globo)

O ex-marido de Cleyde Prado Maia, Carlos Santiago, informou que a cirurgia de retirada dos órgãos que começou no início da tarde desta sexta-feira (5), deve terminar somente durante a madrugada.

 

Segundo ele, para fazer a vontade de Cleyde, que sofreu um derrame extenso, a família doará o máximo de órgãos que for possível. Esse procedimento pode levar muito tempo, já que ele será realizado por diferentes equipes médicas.

 

Cleyde Prado Maia é mãe de Gabriela Prado, de 14 anos, morta em 2003 durante um assalto numa estação do metrô. Ela teve morte cerebral atestada por médicos na quinta-feira (4).

 

O ex-marido e pai de Gabriela, informou também que um novo exame realizado nesta manhã comprovou que não há mais nenhuma atividade cerebral, mas o óbito só pode ser atestado depois que a equipe médica parar o coração.

 

"O procedimento é feito na cirurgia, durante a retirada dos órgãos. Ela continua sendo ventilada. A data e o horário do óbito são definidos a partir do momento que o coração pára de bater", explica Carlos.

 

Ele diz que a doação era um desejo antigo de Cleyde, que, por problemas burocráticos, não conseguiu doar os órgãos da filha na época de sua morte.

 

"Vamos doar a pele, os ossos e o fígado. As córneas não sabemos, porque parece que o banco de olhos está fechado. O coração vai ser avaliado porque dizem que só é possível doá-lo até os 45 anos e ela tinha 51. Mas como está em boas condições talvez consigamos doá-lo também", esclarece o ex-marido.

 

Cleyde será homenageada

O prefeito Cesar Maia anunciou nesta sexta (5), por meio de seu correio eletrônico, que vai homenagear Cleyde com uma escultura com uma pomba da paz numa praça da Tijuca - bairro da Zona Norte onde sua filha morreu. 

 

"Cleyde Prado, mãe de Gabriela Prado Maia, de 14 anos - morta num tiroteio no metrô da Tijuca - e principal líder do "Movimento Gabriela Sou da Paz”, faleceu. A bala que matou sua filha se alojou definitivamente no coração de Cleyde", diz o texto do prefeito. 

 

Hipertensão

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Criadora do movimento Gabriela Sou da Paz, Cleyde começou a passar mal na manhã de quinta, em casa, na Tijuca. Ela foi levada para o Hospital São Vítor e, devido à gravidade de seu estado, transferida para a clínica Ênio Serra, em Laranjeiras, na Zona Sul. 

Santiago contou que desde a adolescência Cleyde sofria de hipertensão proveniente de problemas emocionais. Na última sexta-feira (29), ela teria ficado muito emotiva ao ser homenageada pelo trabalho do Movimento.

Cleyde e Santiago estavam organizando a terceira "motociata Diga não à impunidade”, marcada para o próximo dia 21, partindo do Posto Seis, em Copacabana, na Zona Sul. Segundo Santiago, ela estava muito envolvida com este trabalho.

 

 

 

 

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