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26 Setembro, 2008

Campanha incentiva doação de órgãos no Brasil - 25/09/2008

Título Conteúdo  Campanha incentiva doação de órgãos no Brasil - 25/09/2008   

Famílias serão sensibilizadas sobre importância de autorizar cirurgias e ganhar tempo na corrida pela vida e pelo bem-estar

Para aumentar o volume de doações e transplantes de órgãos no país, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, lançou, nesta quinta-feira (25), em Brasília (DF), a Campanha Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos, que será veiculada até 12 de outubro. “Tempo é vida” é o slogan da campanha, que expressa o apelo daqueles que estão à espera de um transplante. Para atender a esse pedido e ser um doador não é preciso perder tempo. Avise sua família, a quem cabe a palavra final para que a doação ocorra.

“O tempo é a questão mais preciosa do ponto de vista de quem espera por um órgão. E a campanha tem esse enfoque, porque estabelece uma questão de urgência e toca na necessidade de ampliação da consciência da sociedade brasileira no sentido da declaração a sua família de que se é um doador de órgão. Isso é muito importante”, disse o ministro Temporão.

Para o ministro, apesar da dor com a perda de uma pessoa querida, as famílias podem superar esse momento com generosidade, com compaixão, com solidariedade humana. “Essa é a grande mensagem que essa campanha traz. Tenho certeza que, cada vez mais, o nível de consciência do brasileiro sobre a importância de doação voluntária de órgãos se amplia”.

Ao anunciar um conjunto de medidas para incrementar a captação de órgãos e realização de transplantes no país, o ministro lembrou que, quatro anos atrás, o Brasil tinha apenas 40 mil doadores voluntários de medula óssea. Hoje, são 750 mil. “Isso aumenta muito nossa capacidade de achar doadores compatíveis”, destacou.

O ministro Temporão ressaltou, entre as várias medidas anunciadas, que a partir de agora o Ministério da Saúde passa a remunerar os custos de estocagem e de guarda cordão umbilical, que também amplia a capacidade de identificar doadores para os pacientes candidatos a transplante de medula óssea. “Ressalto que, esta semana, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está liberando R$ 30 milhões para que o Brasil estruture a Rede Brasileira de Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentária. Teremos em cada macrorregião brasileira pelo menos um centro”.

No primeiro semestre deste ano, foram realizados 8.365 transplantes em relação a 7.053, no mesmo período de 2007, o que representou aumento de 15,68% no número de procedimentos. O total de pacientes na lista de espera passou de 69.089, no primeiro semestre de 2007, para 68.530, no mesmo período de 2008, decrescendo em 0,82%.

Embora seja o maior programa público de transplantes de órgãos e tecidos do mundo, se não houver doação de órgãos nenhum esforço do Sistema Nacional de Transplantes será suficiente para suprir a demanda da lista. Hoje o Brasil conta com 531 estabelecimentos de saúde credenciados, 1.274 equipes médicas autorizadas e 25 Centrais de Notificação Captação e Distribuição de Órgãos.

Dados do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) revelaram que o Brasil, até junho deste ano, contabilizava 5,91 doadores de órgãos por milhão de habitantes. Em 2005, a média nacional era de 5,76 por milhão de habitantes. A Espanha é considerada o país modelo no mundo, com 35 doadores por milhão de habitantes.

AVISAR A FAMÍLIA - Para aumentar os índices de doação é necessário que a sociedade se conscientize da importância deste ato de solidariedade. O passo principal para se tornar um doador é conversar com a família e informar o seu desejo. “Não é necessário deixar nada por escrito. Basta que a família saiba desta intenção. A doação pode ocorrer a partir do momento da constatação da morte encefálica. Sem a autorização da família, a doação de órgãos não ocorre”, explica Abrahão Salomão Filho, coordenador-geral do Sistema Nacional de Transplantes.

Ainda que o desejo de doar esteja expresso, apenas 50% dos potenciais doadores falecidos são notificados. Destes apenas 20% são efetivados como doadores. Em alguns casos, a doação em vida também pode ser realizada, quando o parentesco for até quarto grau e cônjuges ou com autorização judicial, no caso dos não parentes. O doador vivo pode dar um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão e medula óssea.

Existem, no Brasil, aproximadamente 70 mil pacientes em lista de espera para transplante. Do total, mais de 42 mil esperam órgãos sólidos e quase 26 mil para córnea e outros cerca de 3 mil para medula óssea. A agilidade nos transplantes depende de vários fatores: rapidez no diagnóstico de morte encefálica, na captação, na identificação de paciente candidato compatível e autorização da família.

Além do lançamento oficial da campanha, durante o evento foram premiados o Instituto de Educação Superior da Paraíba, na categoria pessoa jurídica, e assistente social Tereza Rocha Ferro, do Hospital de Emergência Armando Lages (AL), na categoria pessoa física. Os ganhadores receberam o prêmio Destaque na Promoção de Doação de Órgãos e Tecidos 2008, uma miniatura da escultura concebida pelo artista brasiliense Darlan Rosa, que simboliza a solidariedade entre as pessoas.


DOAÇÕES

No primeiro semestre de 2008 houve 2.646 notificações de morte encefálica (crescimento de 5,37% com relação ao mesmo período de 2007) das quais 560, ou 21,16% se tornaram doações de órgãos (crescimento de 11,25% em doadores efetivos) e 5.874 doadores de córneas, totalizando 6.434 doadores.

Notificações e Doações

 

1º sem 2007

1º sem 2008

Crescimento

Notificações ME

2.504

2.646

5,37%

Doações Efetivadas (ME)

497

560

11,25%

Doações apenas de córneas

5.551

5.874

5,50%

Total de Doadores

6.048

6.434

6,00%



ÍNDICES DOS ESTADOS:

Melhor índice de notificações de ME

Distrito Federal realizou 90,73 notificações de morte encefálica por milhão de habitantes em 2008 

Melhor índice de efetivação de doações (percentual de notificações que se tornaram doações):

Ceará teve 35,63% de doações efetivadas sobre o número de notificações de morte encefálica em 2008 

Melhor índice de doações efetivadas (maior número de doadores pmp):

São Paulo e Santa Catarina com 10,48 e 10,24 doadores por milhão de habitantes respectivamente em 2008 

Melhor índice de doações de córneas:

São Paulo teve no primeiro semestre de em 2008 o equivalente a 170,39 doadores por milhão de habitantes


TRANSPLANTES REALIZADOS

No primeiro semestre de
2008, foram realizados 8.365 transplantes, sendo 6.207 de córnea e 2.158 de órgãos sólidos (um crescimento de 15,68% com relação ao mesmo período de 2007).

Transplantes realizados

 

1º sem 2007

1º sem 2008

Crescimento

Córnea

4.991

6.207

19,59%

Coração

69

99

30,30%

Fígado

440

530

16,98%

Pâncreas

44

16

-175,00%

Pulmão

22

18

-22,22%

Rim

1.434

1.433

-0,07%

Rim/Pâncreas

53

62

14,52%

Total

7.053

8.365

15,68%



Obs: A redução do número de transplantes de pâncreas é compensada pelo aumento o transplante de rim/pâncreas, porque a maioria dos pacientes tem diabete e, como conseqüência, problemas renais.


Outras informações
Atendimento à Imprensa
(61) 3315 3580 e 3315 2351

 

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