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05 Agosto, 2008

Mudança de perfil do doador de órgãos

Mudança de perfil do doador de órgãos


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05/08/2008 00:12


O presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos e Tecidos (ABTO), Valter Duro Garcia, diz que é preciso mudar o perfil do doador de órgão brasileiro. Segundo ele, há mais de cinco anos se discute a mudança desse perfil que consiste em utilizar os potenciais doadores na condição do que os médicos denominam de limitrófes (idosos, hipertensos, diabéticos). "Estamos atrasados". Isso já ocorre há muito tempo em países desenvolvidos.

Enquanto nos países desenvolvidos, são registradas de 50 a 55 mortes encefálicas por milhão de habitante/ano, no Brasil, esse índice varia de 70 a 80 por milhão de habitante/ano. Ele ressalta que é preciso trabalhar para aumentar as notificações por outras causas de morte encefálica, pois 50% deixam de ser identificadas. Essa tem sido a temática de discussão da ABTO com representantes de equipes transplantadoras de vários centros do País. "É muito bom que haja redução do número de acidentes de trânsito."

Para o presidente da Associação dos Transplantados Cardíacos do Ceará, Carlos Damasceno, a Lei Seca não vai interferir na doação de órgãos. "Nós necessitamos de órgãos para doação, pois tem paciente na fila de espera, mas não queremos que as pessoas se matem no trãnsito."

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